Blogue da Biblioteca MARIA EULÁLIA MACEDO

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«O único remédio é amar. Amar as coisas e amar as pessoas, amar as cores, as mutações da hora, o ciclo das estações, amar o tempo de ser, de lembrar, de conhecer...»

sábado, 12 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O AMOR

Muitos foram os poetas que cantaram o AMOR. Alguns escreveram páginas de uma beleza poética extraordinária. Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Camões, Shekespeare...
Hoje gostaria de partilhar convosco um poema do poeta brasileiro, intitulado "Amor Antigo". Belíssimo! Nunca as palavras Amor e Antigo combinaram tão bem! Apreciem


Ao Amor Antigo

O amor antigo vive de si mesmo,

não de cultivo alheio ou de presença.

Nada exige nem pede. Nada espera,

mas do destino vão nega a sentença.


O amor antigo tem raízes fundas,

feitas de sofrimento e de beleza.

Por aquelas mergulha no infinito,

e por estas suplanta a natureza.



Se em toda parte o tempo desmorona

aquilo que foi grande e deslumbrante,

a antigo amor, porém, nunca fenece

e a cada dia surge mais amante.



Mais ardente, mas pobre de esperança.

Mais triste? Não. Ele venceu a dor,

e resplandece no seu canto obscuro,

tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

CENTRO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA

Depois de Serralves, os alunos do 7ºA e do 9ºC seguiram para o centro do Porto. Frente à Torre dos Clérigos, no renovado jardim da Cordoaria, almoçaram e conviveram divertidamente até que chegou a hora de conhecer o Centro Português de Fotografia, que funciona mesmo ali em frente, ou seja, na antiga Cadeia de Relação do Porto.
Os alunos foram divididos por dois grupos e tiveram direito a visita guiada. Ao mesmo tempo que iam apreciando as duas exposições temporárias actualmente patentes no Centro Português de Fotografia (uma delas sobre os concelhos da região Duriense), a simpática guia ia elucidando alunos e professores sobre a história do espaço actualmente transformado em centro de fotografia. A antiga Cadeia da Relação do Porto é um local cheio de pequenas histórias.
 Ficámos a saber que os reclusos estavam dispostos por andares, sendo que os mais pobres ficam nas frias enxovias do rés-do-chão, os da classe média eram colocados em salões de soalho e paredes de argamassa do segundo andar, enquanto os presos mais importantes (como o escritor Camilo Castelo Branco) tinham à sua espera celas individuais no terceiro andar. A cela de Camilo Castelo Branco tinha um extraordinária vista sobre a cidade que, por certo, serviu de fonte inspiradora a alguns dos seus mais famosos romances.
Os alunos perceberam ainda que havia uma divisão clara entre a parte do Tribunal e a parte da Cadeia, bem visível até na beleza arquitectónica dos espaços, como como muito documenta a reportagem fotográfica de João Duro.
No andar superior, podemos apreciar uma interessante exposição de máquinas fotográficas antigas, com especial destaque para "aquele pequeno monstro" inicial que nos fez recuar aos primórdios da fotografia.
Como estávamos numa cadeia, não pudemos deixar de reparar nas antiquíssimas fotos de presos famosos e menos famosos da Antiga Cadeia da Relação.
O tempo da visita passou a voar, o que só demonstra como foi criteriosa a planificação desta visita de estudo pelo professor Antero Pereira.
Num edifício cheio de História e de memórias nada melhor de que um Centro de Fotografia para o documentar.
Aprecia as fotos e deixa o teu comentário.

 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

SERRALVES


Serralves é um manjar para os sentidos, um momento único onde o espírito comunga da beleza da natureza ao mesmo tempo que recebe as primeiras lições sobre arte contemporânea.
Foi este prazer imenso que os alunos do 7º A e do 9ºC experimentaram na manhã do dia 4 de Fevereiro.
Depois do rei sol se ter imposto às inconvenientes ameaças das geadas matinais, estes alunos foram ao encontro duma visita de estudo magnífica, isto é,  às exposições do museu de arte contemporânea de Serralves, no Porto, e aos seus imponentes e belos jardins. Três guias foram explicando aos grupos de alunos o que era arte contemporânea, a arquitectura do museu e dos jardins, ensinando a ler e a perceber algumas das exposições actualmente patentes. 
Por entre salas enormes, alunos e professores iam sorvendo insólitas maneiras de fazer arte.
E este foi só o primeiro presente que o professor de Educação Visual, Antero Pereira, tinha preparado para aquele dia…
Entretanto aprecia a bela reportagem fotográfica de João Duro.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

GARRETT FAZ ANOS

A 4 de Fevereiro de 1799 nascia no Porto um dos mais célebres e completos escritores portugueses: Almeida Garrett. Autor do famosa novela "Viagens na Minha Terra", Garrett é um dos mais geniais cultores da língua portuguesa. Escreveu poesia (quem não se lembra de Folhas Caídas ou Flores sem Fruto), criou o conhecido Frei Luís de Sousa, um dos textos dramáticos mais conhecidos do povo português e redigiu as mais famosas  Viagens Na Minha Terra.
Garrett foi mais que um homem da literatura, ele foi um homem da cultura, no sentido amplo da palavra. Deu um enorme impulso ao teatro em Portugal, criando o Conservatório de Arte Dramática e o Teatro Normal (actual Teatro Dona Maria II), introduzindo e cultivando com mestria o Romantismo em Portugal.
Além de homem das letras, Garrett foi também um homem político. A vitória do liberalismo e a sua estreita ligação aos liberais permitiram-lhe ser Par do Reino, Ministro e Secretário de Estado honorário.
A melhor homenagem que podemos fazer-lhe é lê-lo. Aqui fica um excerto de "Viagens na Minha Terra", que apesar de escrito há mais de 160 anos parece tão actual...

Mais umas poucas Dúzias de Homens Ricos...
" andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas, aos políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? - Que lho digam no Parlamento (...), onde, depois de tantas comissões de inquérito, já devia andar orçado o número de almas que é preciso vender ao diabo, número de corpos que se tem de entregar antes do tempo ao cemitério para fazer (...) um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for: cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis."

Almeida Garrett, in 'Viagens na minha Terra'

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PROJECTO PARLAMENTO DOS JOVENS

Projecto Parlamento dos Jovens


A Escola EB 2,3 de Amarante participa mais uma vez no Projecto Parlamento dos Jovens, organizado pela Assembleia da República.

Este projecto tem como objectivos: educar para a cidadania, estimulando o gosto pela participação cívica e política; promover o debate democrático e o respeito pela diversidade de opiniões; incentivar para a reflexão e para o debate.

Este ano o tema a tratar em todo o país é “A violência em meio escolar”. No dia 17 de Janeiro esteve na biblioteca da nossa escola o deputado à Assembleia da República, José Ribeiro para nos falar do tema em debate. Falou também sobre do Parlamento enquanto instituição basilar da nossa democracia e de como este se estrutura.

Por causa do Projecto Parlamento dos Jovens, a Escola EB 2/3 passou por uma campanha eleitoral e eleições. Foram eleitos 30 deputados que se reuniram numa sessão escolar, realizada no dia 20 de Janeiro.

Na sessão escolar, foram aprovadas as três medidas a defender na sessão distrital e foram escolhidos os deputados que representarão a nossa escola na referida sessão. As deputadas eleitas são a Carla Ribeiro Alves, a Diana Gonçalves Pereira e a Ana Portela Files que irão defender as medidas agora aprovadas na sessão distrital a realizar no Porto e quem sabe mais tarde na sessão nacional em Lisboa, na Assembleia da República.