Serralves é um manjar para os sentidos, um momento único onde o espírito comunga da beleza da natureza ao mesmo tempo que recebe as primeiras lições sobre arte contemporânea.
Foi este prazer imenso que os alunos do 7º A e do 9ºC experimentaram na manhã do dia 4 de Fevereiro.
Depois do rei sol se ter imposto às inconvenientes ameaças das geadas matinais, estes alunos foram ao encontro duma visita de estudo magnífica, isto é, às exposições do museu de arte contemporânea de Serralves, no Porto, e aos seus imponentes e belos jardins. Três guias foram explicando aos grupos de alunos o que era arte contemporânea, a arquitectura do museu e dos jardins, ensinando a ler e a perceber algumas das exposições actualmente patentes.
Por entre salas enormes, alunos e professores iam sorvendo insólitas maneiras de fazer arte.
E este foi só o primeiro presente que o professor de Educação Visual, Antero Pereira, tinha preparado para aquele dia…
Entretanto aprecia a bela reportagem fotográfica de João Duro.
Entretanto aprecia a bela reportagem fotográfica de João Duro.
" andai; reduzi
tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de
interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que
lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens
ricos. E eu pergunto aos economistas, aos políticos, aos moralistas, se já
calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao
trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância
crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um
rico? - Que lho digam no Parlamento (...), onde, depois de tantas
comissões de inquérito, já devia andar orçado o número de almas que é
preciso vender ao diabo, número de corpos que se tem de entregar antes
do tempo ao cemitério para fazer (...) um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for:
cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis."





